Inácio de Loyola

País basco, 1491. Nasce Iñigo no Castelo de Loyola. Homem feito, ele se coloca a serviço do vice-rei de Navarra. Ferido no cerco de Pamplona em 1521, Iñigo é levado ao castelo da família e, durante o período de sua convalescência, lê a Vida de Cristo e o livro que conta os grandes feitos dos santos.

O homem que sempre quis fazer grandes coisas sente-se provocado de outro modo. Por que não fazer como eles? Pensamento persistente, alternando-se com outras grandezas: a de outros amores, a das honras deste mundo... Mas, com uma diferença essencial nas duas ordens de grandeza: alegria efêmera para as segundas, alegria permanente para a primeira. Está aberto seu caminho de conversão. 
Tão logo curado, Iñigo se coloca a caminho. Começa uma longa peregrinação e, numa pequena cidade chamada Manresa, na Catalunha, vive entre 1522 e 1523. Nesse lugar, passeando ao longo do rio Cardoner, ele faz uma experiência profunda de Deus. Não se trata de uma visão, mas de uma luz interior que o leva a uma nova compreensão das coisas espirituais, da fé, da ciência. Experiência cujo fruto são os Exercícios Espirituais.

Depois de uma trajetória com acertos e erros, entende a importância de uma formação sólida para dar forma ao seu grande desejo de “ajudar as almas”. Senta-se nos bancos escolares e, em 1533, recebe o diploma de Mestre "es Arts". Iñigo latiniza o seu nome e passará a ser chamado Inácio.

Estudante em Paris, Inácio encontrará seus primeiros companheiros. Unidos e reunidos no mesmo desejo de seguir a Cristo, o grupo viverá provações e longos discernimentos para acolher a melhor forma de concretizar seu desejo, esperando sempre a confirmação de Deus para cada etapa a ser vivida.

Em 1540, o Papa Paulo III assina a bula de aprovação da Companhia de Jesus. As solicitações para que os jesuítas se façam presentes nas necessidades da Igreja são numerosas e os lançam a diferentes campos de missão.
Inácio morre em 1556 e é canonizado em 1622.